Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/08/2021
Apesar da teoria malthusiana não estar correta, Malthus acertou ao dizer que a população iria passar fome. Ao mesmo tempo em que parte da população sofre com a obesidade, a outra parte morre por falta de comida. Nota-se que as desigualdades sociais tornaram-se mais visíveis e medidas para reverter esse quadro são essenciais.
Em primeiro lugar, é importante citar que a Revolução Verde, na década de 70, trouxe esperança para acabar com a fome no mundo. De fato a produção de alimentos cresceu abruptamente, mas a distribuição dos produtos não foi igualitária, aumentando as desigualdades sociais já existentes. Em função disso, o índice de mortalidade infantil cresce, a criminalidade aumenta e há um atraso de desenvolvimento do país, pois quem passa fome tem dificuldade de manter-se na escola e, geralmente, começa a trabalhar de maneira informal para ter dinheiro.
Também, a concentração de renda cria-se uma pesquisa revoltante, 1% da população retém 52% dos recursos, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), gerando mais a problemática em questão. Esse problema é algo que não surgiu de agora, é notório que ele esteve presente desde a Idade Antiga, quando as sociedades eram dividas em estamentos. Durante toda a história, houve mortes em massas causada pela miséria, portanto, isto é algo inaceitável para o tanto que evoluímos tecnologicamente e socialmente. Ainda hoje, 875 milhões de pessoas no mundo passam fome.
Desse modo, medidas são necessárias para resolver esse impasse. A desigualdade social e a fome estão correlacionadas, para isso, órgãos públicos e privados e toda a sociedade precisam se mobilizar diante dessa série de problemas. A ONU e todas as organizações mundiais precisam urgentemente propor-se a juntar-se e criar leis, movimentos, formas práticas e assegurar que todos terão o que comer e não morrerão de fome. Como Nelson Mandela, Ex presidente da Africa do Sul, disse: Democracia com fome, sem educação e saúde, é uma concha vazia.