Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 24/08/2021
A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseios coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade de uma mudança no âmbito referente à desigualdade social e à pobreza, em que, devido ao individualismo contemporâneo, muitas pessoas estão em condições de miséria. Diante dessa perspectiva, questões sobre a fome e a falta de moradia devem ser discutidas na atual conjuntura para, assim, findá-las.
É de fundamental importância pontuar, de início, que a desigualdade social sempre esteve presente na realidade brasileira, causando o desequilíbrio econômico e, consequentemente, a fome. Nesse sentido, é válido colocar em pauta o fato acontecido durante a Revolução Burguesa, em que a riqueza estava concentrada apenas nas mãos dos burgueses e do clero, gerando uma grande desigualdade e vulnerabilidade. Nesse prisma, é notório que essa problemática assola os dias atuais, confirmando que os direitos ofertados pela constituição brasileira, como a alimentação, não estão sendo garantidos a todos.
Paralelo a isso, é de extrema relevância pontuar que a falta de moradia, ainda, desola muitos brasileiros e os deixam em situações suscetíveis. Nesse contexto, é fundamental citar a frase de Castro Alves, que diz: “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?”. Desse modo, o escritor inicia seu poema que é o lamento do continente africado ao ver seus filhos escravizados e lançados os desamparo. Diante disso, existe uma grande semelhança no verso do poema, quando muitas vozes são erguidas ao experimentar situações de pobreza e de falta de moradia, e , desse jeito, indagar aonde está a divindade protetora nesse momento de angústia.
Diante das ideias supracitadas, pode-se considerar coerente o pensamento do filósofo Descartes, de que não há métodos fáceis para a solução de problemas difíceis. Ainda assim, medidas precisam ser tomadas para que se resolvam os problemas causados pela desigualdade social e a pobreza. Dessa maneira, urge que o Ministério da Cidadania adote pontos de arrecadações de alimentos não perecíveis, por meio de campanhas solidárias na internet e nas faculdades, com intuito de formar cestas básicas ricas em alimentos com bom teor nutricional para que o problema da fome seja sanado. Outrossim, é necessário que o governo desenvolva casas de abrigos para pessoas abandonadas nas ruas por intermédio de um melhor gerenciamento financeiro para que investimentos sejam feitos nesses eventos com intuito de minimizar casos de falta de moradia. Dessa forma, a sociedade vista como individualista dará lugar a um ambiente solidário e igualitário.