Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 21/09/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura o direito de todas as pessoas terem o acesso a uma alimentação de qualidade. Entretanto, esse cenário não é encontrado no Brasil, pois, no país uma grande parcela da população é assolada pela fome. Sendo assim, percebe-se que a fome persiste no Brasil, seja pela desigualdade social, seja pelo desabastecimento nacional causado pelas grandes empresas.

Nesse sentido, evidencia-se que a discrepância entre as classes sociais no país é um determinante para a permanência do problema. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas cerca de 15% da população vive na miséria, fator que dificulta à alimentação das famílias nessa situação. Nesse contexto, observa-se que a baixa condição financeira, impedirá essas pessoas de terem um bom acesso à alimentos, causando assim, dentre outras consequências a morte de algumas delas.

Além disso, o desabastecimento interno causado pelas grandes empresas contribui para a presença da problemática na sociedade. De acordo com Thomas Hobbs, “O homem é o lobo do próprio homem”. Dessa forma, nota-se que o individualismo das Grandes Nacionais do setor alimentício, dificulta o acesso de alimentos no país, de forma que a busca excessiva de lucro, causa a maior exportação dos produtos, o que resulta na retirada de alimentos produzidos no país e no seu envio para outros lugares.

Infere-se, portanto, que a fome da população brasileira deve ser mitigada. Logo, cabe ao Ministério  do desenvolvimento social a criação de um ambiente mais igualitário no país, feito por meio de políticas públicas que busquem resolver esse problema, a fim de criar uma sociedade menos desigual e com melhor acesso à alimentação. Tal ação pode, ainda, ser focada em pequenas comunidades, pois, apresentam um acesso à comida mais escasso. Paralelamente, devem ocorrer incentivos do Estado Brasileiro aos produtores que decidirem manter seus produtos no mercado interno. Somente dessa forma, será possível, enfim ter uma sociedade onde o  Direito Humano de uma alimentação de qualidade seja garantido.