Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 05/10/2021

Destacada historicamente pelas motivações sociais que fomentaram a Revolução Francesa, em 1789, os impactos originados pela desigualdade social ainda apresentam-se  como deficiências basais da comunidade.Não obstante,tais falhas são mantidas por meio dos preceitos da doutrina liberal do sistema capitalista e ocasionam a cíclica contraposição entre altas taxas de desemprego, pobreza e miséria, fatores que atingem grande parcela populacional, e o luxo e ostentação de um pequeno grupo do corpo social.

Sob a ótica Marxista, baseada no materialismo histórico, a perpetuação das desigualdades sociais é fruto direto da luta de classes,axioma que fundamenta o regime neoliberal, visto que nessa dinâmica sempre há uma classe dominante, que controla os meios de produção,  e uma dominada, que vende sua força bruta em prol da sobrevivência.Sem embargo,situações subumanas de miséria são naturalizadas pela comunidade menos abastada,que conforma-se em apenas sobreviver no cenário socioeconômico contemporâneo.

Sincronicamente aos efeitos  da desigualdade social, o sociólogo Jessé Souza associa, em sua obra “Subcidadania Brasileira”, as faltas sociais ao acirramento de fatores como a criminalidade,violência e miséria global.Tematizando tal cenário,o afamado seriado “Round 6” evidencia o radicalismo e imprudência das ações humanas devido à precariedade a que os indivíduos são subvertidos.

Em vista das consequências ocasionadas pela desigualdade social,é de suma necessidade que o Estado- conforme os princípios de equidade garantidos pela Constituição de 1988- empregue a população pobre em serviços públicos, objetivando a diminuição das taxas de desemprego, e financie estabelecimentos coletivos que assegurem as necessidades básicas daqueles que encontram-se em condição miserável, promovendo sua ascensão na comunidade .Dessa forma, projeta-se a amenização das discrepâncias sociais e seus impactos.