Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/10/2021

De acordo com o Art. 5º da Constituição Federal do Brasil, “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Analisando essa tese, percebe-se que a proposta dada pela constituição federal brasileira seria uma igualdade entre os seres, de forma a constituir direitos igualitários a todos. No entanto, na sociedade atual a realidade é discrepante, havendo diversos casos de fome e desigualdade social. Com esse efeito, evidencia-se a premência de diminuir a desigualdade, o que ajuda a reduzir os casos de fome e miséria, sendo que tal situação deve ser vista e mudada de maneira dinâmica.

É notório que os casos de desigualdade entre os indivíduos continuam a aumentar com o passar dos anos, isso fica evidente em um estudo realizado pela ONG britânica Oxfan, segundo o qual, demonstra que a partir dos próximos anos os recursos acumulados pela pequena parcela de indivíduos abastados, que é 1%, será maior que o restante dos indivíduos possui. Convém lembrar, que o restante de indivíduos é 99% da população mundial, ou seja, praticamente todos os seres, e isso demonstra que esse restante possivelmente algum dia passara fome ou dificuldades financeiras.

Pela mesma razão, a dissemelhança na renda dos assalariados leva ao aumento da pobreza, da precária alimentação e à fome. Tal fato pode ser comprovado com uma pesquisa realizada pelo Instituto Humanitas Unisinos, no qual o entrevistado Francisco Menezes relata que a fome é causada excepcionalmente por conta da desigualdade, que através do desemprego causa desestabilização na renda dos indivíduos. Dessa forma, impede de os trabalhadores terem condições de comprarem seus suprimentos.

Levando em consideração esses aspectos, é perceptível a necessidade de abrandar a desigualdade entre os seres, pois  isso irá auxiliar a conter os inúmeros casos de fome vistos no mundo. Para que isso seja possível, é necessário o governo federal auxiliar com políticas públicas no desenvolvimento de estratégias no meio educacional, desta forma será aplicado nas escolas, para todos os alunos desde o ensino infantil, diversos modelos de aprendizagens sobre finanças, como forma de mostrar um modo cabível para construir uma vida financeira respeitável. Além disso, desenvolver esses mecanismos auxiliará a engendrar mais indivíduos conscientes e críticos, em relação a usufruir seu dinheiro de maneira a contribuir para o desenvolvimento em sociedade. Só então, as futuras gerações irão conseguir com que nos próximos anos os níveis de desigualdade e fome caiam para mínimos, ou quase nulos.