Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/10/2021

Desde a primeira Revolução Industrial, o homem desenvolve meios para evoluir com o auxílio de máquinas as produções alimentícias, tornando-as mais fortes e eficientes. Na última década, o Brasil vem quebrando recordes de produção, tanto de soja quanto trigo e derivados. No entanto o país, que é uma referência em exportação para o mundo, pelo fato de possuir uma agricultura bem desenvolvida, possui mais de 7 milhões de habitantes conviventes com a fome, o que comprova o desequilíbrio brasileiro.

Um dos fatores que motiva essa situação, é a desigualdade social, que situa-se acentuada no Brasil. Onde encontram-se 10% da população detentora de praticamente metade das riquezas do País, o que vem a causar uma má distribuição de renda entre os estados. A relação causal entre a fome e as desigualdades, que pode ser representada pelo alto nível de concentração de renda e riqueza, está no fato da existência de pessoas em estado crítico de insegurança alimentar e em locais com problemas de abastecimento, o que sugere que a fome no mundo também é uma questão sociocultural e política.       Considerando a política um fator determinante para respectivas situações, destaca-se a corrupção -mal instalação na república brasileira desde a colonização- furtando recursos destinados a melhorar a qualidade de vida de todo um País para o enriquecimento ilícito de alguns. Fator esse que impede a entrada de alimentos em diversas mesas brasileiras, embora o índice de corrupção tenha diminuído desde 2018 segundo os dados disponibilizados pelo governo.

Podemos identificar a situação citada acima também dentro do filme “Oliver twist”, que tem grande parte de seu desenvolvimento correndo em um orfanato onde os donos corrompem as normas junto de demais funcionários, tomando para si grande parte do dinheiro que seria destinado às crianças e deixando-as passando fome em situações precárias, enquanto eles, jantavam em mesas fartas, cheias de comida.

A partir disso, concluímos que para a resolução de tamanho problema, o governo deveria instituir mais programas como o de Aquisição de Alimentos e o Fome Zero, o crédito ao pequeno produtor rural, os bancos de sementes, introduzir campanhas de doação, e, acima de tudo, gerar mais empregos por meio da abertura de novas empresas estatais e/ou privadas, para que haja a diminuição dos índices de fome e desigualdade no Brasil.