Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 18/10/2021

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, ou seja, caracterizada pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, é observado no Brasil o oposto do que o autor prega, visto que a fome e desigualdade social no século XXI é um problema consternador. Dessa, forma, é necessário analisar a negligência governamental e o cenário socioeconômico da população. Destarte, urgem medidas que minimizem esse cenário deletério.

É importante, de início, pontuar que o descaso do governo em relação a fome é um fator agravante, pois não atende às necessidades exigidas. De acordo com a Constituição de 1988, todo ser humano tem direito a uma boa qualidade de vida, incluindo à alimentação. Contudo, não está sendo cumprida, já que a falta de investimentos para a resolução do problema afetam a questão da fome. Sob esse viés, a não preservação da lei fere a legislação e essas práticas não corroboram os preceitos e príncipios de justiça positivados.

Ademais, o quadro social e econômico da sociedade aumenta a dificuldade de melhoria da situação. No filme “O poço”, retrata a vida das pessoas pela estratificação social e condições precárias, onde os níveis mais baixos se alimentam dos restos de comidas dos níveis à cima. Desse modo, o filme alinha-se com a realidade brasileira, haja vista que grande parte das famílias brasileiras lutam para conseguir doações de ossos com retalhos de carne para poder se alimentar. Logo, é notório a pouca possibilidade de uma ascensão social no Brasil, o que acarreta ainda mais o aumento da fome no país.

Torna-se evidente, portanto, que a temática gera um mal na sociedade. Nesse contexto, cabe ao Estado - na condição de conjunto de órgãos políticos e administrativos - gerenciar projetos públicos que mitiguem o problema, por meio da criação de novas leis efetivas e parceria do governo com os supermercados, a fim de garantir o direito do cidadão e a entrega de cestas básicas para a população menos favorecida. Assim,  o corpo social caminhará para a “Utopia” de More.