Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 18/10/2021
O romance filosófico ‘’Utopia’’ – criado pelo escritor inglês Thomas More no século XVI – retrata uma civilização perfeita e idealizada, no qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, no entanto, se distancia da realidade contemporânea no que se refere a desigualdade social e a fome, problemas ainda a serem combatidos no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da imobilidade social, mas também da negligência do Estado em tratar o problema. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.
Nessa perspectiva, pontua-se a imobilidade social entre classes como influente no revés. A esse respeito, o escritor Ariano Suassuna defende a existência de uma injustiça secular capaz de dividir a nação brasiliana em duas vertentes: a dos favorecidos e a dos despossuídos. Sob essa lógica, a parcela populacional que se encontra no grupo desfavorecido não é detentora de poder aquisitivo que permita o acesso aos produtos necessários para a sobrevivência, o que, por fim, ocasiona a fome desse grupo. Dessa forma, necessita-se de meios que amenizem a situação da população vítima da desigualdade secular.
Ademais, é importante destacar a falta de atuação das instituições como fator propulsionador da problemática discutida. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, mas que não cumprem seu papel com eficácia. Sob essa ótica, a parcela populacional excluída se encontra desamparada pela ajuda do Estado, que sem cumprir com seu dever, torna a vida desse grupo mais difícil. Dessa forma, é essencial que instituições minimizem a situação de exclusão desses grupos.
É preciso, portanto, superar a gênese da desigualdade social e a fome no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania – responsável pela distribuição alimentar no Brasil – realizar a distribuição igualitária dos alimentos, de modo a não desperdiçá-los. Além disso, cabe ao Governo Federal, por meio de investimentos na Secretaria Especial de Comunicação Social que irá investir em Mershandising Social nos veículos de informação, sobre a necessidade de doar para ONGs e projetos sociais direcionados a solucionar a fome, como o Ação da Cidadania e Amigos do Bem. Espera-se, com essas medidas, diminuir os impactos da desigualdade social e fome no Brasil.