Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 29/10/2021

O livro “Os Miseráveis” de 1862 aborda a vida de Jean Valjean, um presidiário preso por roubar um pedaço de pão para alimentar seus sobrinhos, desse modo, a desigualdade social aparece de forma explícita desde o início da narrativa. Assim, a fome e a desigualdade social ainda está presente no século atual, sendo a realidade de muitas pessoas. Tal problemática ocorre em virtude da má distribuição de renda e ao acesso à educação deficitário.

Primordialmente, levando em consideração que 10% dos brasileiros mais ricos abrangem 43% da renda no país, claramente há uma concentração de poder que agrava a desigualdade social. Desse modo, esse desnível faz com que a população mais pobre tenha condições precárias, sendo o dinheiro apenas fonte de sobrevivência. Além disso, as diferenças salariais de acordo com determinadas profissões exercidas também impactam nesse processo, tendo em vista a percepção de valor por poder.

Em segundo plano, quanto menor o nível educacional de um país,  consequentemente, maior será a tendência de desigualdade social, que influencia na formação profissional das pessoas. Assim, vagas que exigem competências cada vez mais específicas, fica difícil concorrer de forma justa tendo um histórico curricular deficitário e inferior ao dos concorrentes. A baixa qualidade do ensino, insuficiência de vagas nas escolas, má conservação do ambiente estudantil, pouco investimento, entre outros pontos são razões relevantes.

Portanto, para que o problema da fome e desigualdade social seja resolvido é necessário que o Governo Federal, poder responsável pelos interesses da administração federal em todo o território nacional, tome uma atitude, por meio de um plano de distribuição de renda básica, onde cada nação soberana adira a este, afim de contemplar às populações carentes e subalimentadas um mínimo de dignidade humana, haja visto que este princípio está explicitamente disposto na Declaração Universal dos Direitos Humanos.