Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 09/09/2022

De acordo com a Declaração Universal de Direitos Humanos, no artigo 25, todos os seres humanos têm direito a um padrão de vida que possui a alimentação como um quesito básico. No entanto, esse direito não é garantido, tendo em vista que a fome ainda é presenciada com frequência, principalmente nas classes periféricas. Nesse sentido, faz-se necessário conter a pobreza evidente e a insegurança alimentar.

Diante desse cenário, é válido retornar aos aspectos da pobreza incentivados pela pobreza eminente no Brasil. Nesse contexto, na obra “Vidas secas”, do escritor Graciliano Ramos, Fabiano e sua família vivem em uma situação degradante marcada pela miséria, em uma época em que a região Nordeste passava por um grande período de seca, forçando-os a se retirarem de sua localidade e passando a viver em situação de extrema fome. Assim como na obra, a fome continua a ser vivenciada pelas classes menos favorecidas da sociedade que não possuem acesso a alimentos suficientes pra suprir as suas próprias necessidades e as de sua família.

Ademais, é essencial citar a insuficiência governamental como um dos principais incentivadores da fome na nação verde-amarela. Nessa perspectiva, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu como um de seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a garantia do acesso a uma alimentação segura e nutritiva, para não evitar apenas a fome, mas também os riscos à saúde. No entanto, uma parcela considerável da população nacional ainda é vista em situações de extrema fome, evidenciando a ineficiência de planos do governo. Assim, torna-se evidente a necessidade de ações estatais para o fim dessa chaga.