Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 01/10/2022
No livro “Até o feijão nos esqueceu” publicado em 1960 por Carolina Maria, retrata a vida da autora e suas dificuldades em alimentar os filhos e sobreviver nas favelas de São Paulo. Não distante da ficção o cenário brasileiro causa preocupação pois a falta de alimento vem trazendo cada vez mais mortes. É possível identificar que essa problemática vem se intensificando desde da época escravista, gerando a má distribuição de renda principalmente a pessoas pretas.
Deve-se pontuar de início que as questões históricas influenciam diretamente na escassez alimentícia presente no Brasil. Uma pesquisa feita pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) revela que dos 33 milhões de brasileiros que passam fome, 70% são negros. Sob esse viés faz-se necessário recordar os resquícios históricos deixados pela abolição da escra- vatura no qual a Princesa Isabel não criou medidas para garantir a reintegração dos ex-escravos na sociedade, deixando-os desamparados.
Por conseguinte o problema supracitado em seu maior enfoque teve como resultado a má distribuição de renda. Uma matéria realizada pelo Instituto Brasi -leiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que pessoas pretas ou pardas são as que mais sofrem no país, diante da má divisão monetária apesar de representarem a maior parte da população brasileira. Assim, é notória a falha estrutural exposta e evidenciada na sociedade do Brasil.
Destarte, diante das complicações discorridas no texto, ver-se a necessidade de intervir no cenário discutindo. Deste modo, é dever do Governo federal - respon -sável por garantir a ordem no país- implementar campanhas que sencibilizam a população a respeito da fome em comunidades pretas através de discursões em instituições de ensino, com o fito de atenuar as mortes pela falta de alimento. Desta maneira distanciando a realidade da obra literária “Até o feijão nós esqueceu”