Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 01/10/2022

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a alimentação, conforme o artigo 6º, é assegurada como direito social à população. No entanto, o panorama de fome evidenciado no Brasil, mostra que uma parcela da população é impossibilitada de desfrutar desse direito, uma vez que a má distribuição de alimentos e a desigualda-de social configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.

É mister ressaltar, em primeira instância, como a desigualdade social desponta como um empecilho à resolução da problemática. Isso porque a segurança alimentar se tornou um “privilégio” da minoria da população, enquanto a elite consegue manter pleno acesso à alimentação. Prova disso recai a pesquisa feita pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Pessan) realizada em abril de 2021, que diz que seis em cada dez famílias não tem pleno acesso à alimentos.

Outrossim, a questão da má distribuição de alimentos é outra faceta antagônica que atua como mola propusolra para o óbice. A alimentação é uma área bastante explorada pelo ideário capitalista, voltado para obtenção de lucros. Nesse contexto, como apontam relatórios da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (doravante FAO), a produção de alimentos no Brasil é, atualmente, suficiente, contudo, mal distribuída, ou seja, a produção de alimentos é direcionada àqueles com poder de compra. Por consequência, como atestam os fundamentos da Economia, enquanto em um lugar há abundância, em outro há falta e é exatamente o que ocorre em diversas regiões do país.

Portanto, a Organização das Nações Unidas (ONU), em conjunto com outros países, devem, por meio de um projeto que vise mudar as condições de vida das pessoas, erradicar os problemas sociais e oferecer um educação de qualidade, criar políticas públicas que mitiquem tais situações. Cabe, ademais, uma campanha com enfoque na distribuição correta dos alimentos, a fim de combater a desigualdade gerada pela insegurança alimentar. Espera-se, com isso, um Brasil que respeite os trâmites da sua Constituição.