Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 30/09/2022

O filme “Coringa”, de 2019, retrata a desigualdade social na cidade de Gotham, durante o filme, podemos observar a cidade em estado de calamidade, enquanto muitas pessoas passam fome, outras vivem em ótimo estado financeiro. Nesse sentido, retratando a atual situação do Brasil no século XXI. A pobreza atinge 28% da população latino-americana, 167 milhões, sendo que destes, 71 milhões se encontram em pobreza extrema ou indigência.

Em primeira análise, pode-se citar o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018”, elaborado pela FAO — agência vinculada à ONU —, o qual revelou que 5,2 milhões de brasileiros passaram fome em 2017. Essa situação decorre não da falta de alimentos em si, mas sim da dificuldade de acesso a produtos de qualidade e baratos, além da grande quantidade de comida. Segundo uma pesquisa da Embrapa, em parceria com a FGV, 41,6 quilos de alimento são desperdiçados por pessoa a cada ano, no Brasil. Essa informação sugere que mudando hábitos de consumo e atitudes, o que atualmente é descartado poderia servir para alimentar outros indivíduos, garantindo segurança e qualidade de vida a todos.

Em outra análise, destacam-se exemplos internacionais, entre os quais o da Alemanha. O país europeu, por meio do projeto “Bom demais para o lixo” — criado pelo Ministério da Alimentação e Agricultura —, promoveu em 2017 uma premiaçãovisando a reconhecer iniciativas inovadoras acerca de sustentabilidade no setor alimentício. Casos como o da Knödelkult, empresa que prepara tradicionais bolinhos alemães com pães que não foram vendidos nas padarias locais, comprovam que, com um pouco de criatividade, consegue-se reduzir o desperdício — o que é um grande passo rumo ao combate à fome.

Conclui-se,que essa é uma questão urgente no Brasil. Para que haja uma melhora nos atuais indicadores, é preciso — entre outras resoluções — que a sociedade incorpore atitudes simples, mas efetivas, no cotidiano — por exemplo, evitar compras por impulso, reaproveitar as sobras e apoiar ONGs. Assim, torna-se concebível um cenário no qual todos os brasileiros têm acesso à alimentação de qualidade, garantindo a concretização dos direitos presentes na Constituição.