Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 09/09/2022
O livro “Os sete maridos de Evelyn Hugo” retrata a história da jovem Evelyn Herrera, que tem sua origem em uma família pobre, por conseguinte, ela precisa sair de casa aos 12 anos para trabalhar e auxiliar seus pais. Embora ficcional, pode-se estabelecer um pararelo entre a obra literária e a realidade brasileira, uma vez que é considerável o número de jovens que necessita realizar trabalhos árduos para suprir as necessidades alimentícias de suas casas. Dessa forma, urge analisar não só o crescente número de trabalho infantil, como também a escassez de oportunidades para pessoas da periferia.
Nesse contexto é evidente a negligência do Estado brasileiro em relação a expansão do número de crianças que precisam trabalhar. Isso ocorre porque, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a máquina estatal tornou-se uma “intituição zumbi”, ou seja, perdeu a sua função social, ainda que tenha mantido a sua forma. Tal premissa assume contornos específicos no Brasil, pois mesmo com o Projeto de Lei 4455/20 que prevê pena de um a quatro anos para quem submeter crianças ou adolescentes à trabalhos de risco, ainda são insatisfatórias as ações estatais básicas acerca desta circunstância desafiadora.
Ademais, é imperativo ressaltar a carência de investimentos na educação de pessoas periféricas, que deriva da ineficiência do Poder Público, no que conceme à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Fazendo com que o estilo de vida de pessoas periféricas seja muito abaixo que o de pessoas de classe alta, expandindo o número de desigualde social e de pessoas que se encontram em situação de fome.
Desse modo, é necessário que o Ministério da Educação, aja por meio de palestras e projetos sociais nas escolas que visem auxiliar jovens periféricos a sair de tal situação, e assim, chegando a diminuição da desigualde social e de pessoas que passam fome.