Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 11/09/2022

Escassez de alimentos, pobreza material e privação da educação, essas são algumas constantes que persistem o cotidiano de muitos seres humanos pelo mundo. Assim, mesmo com o avanço social e tecnológico alcançados, a desnutrição e a desigualdade social continuam trazendo sérios problemas para a população mundial no século XXI. Nesse sentido, percebe-se que esses dois efeitos são causados pela mesma adversidade: a má distribuição, sendo respectivamente, a de alimento e de renda.

Dentre esse contexto, é necessário destacar que o problema da fome no século XXI não é a falta do alimento mas sim a a sua má distribuição. A diversos anos a teoria de Thomas Malthus - que a produção de alimentos não acompanharia o crescimento populacional - foi descartada, segundo a mídia Bloomberg atualmente há produção de alimentos suficiente para alimentar duas Terras - Ou seja o dobro da população humana atual -. Sendo assim é claro que ao invés de se preocupar em aumentar a produção de alimentos os governos precisam se atentar para a sua distribuição.

Além que uma das causas da desigualdade social também é a má distribuição de renda. Segundo a mídia El país os 10% mais ricos do mundo possuem 76% do patrimônio do planeta, e essa desigualdade segue crescendo mesmo após a pandemia. Com isso é possível perceber o contraste entre a renda dos mais pobres e dos mais ricos, que, por um lado, o mundo possue bilionários com fortunas que sustentariam suas próximas gerações por si só e por outro, temos a cesta basica com um custo maior do que o salário mínimo do Estado de São Paulo segundo o G1, e segundo a BBC Brasil, o preço tende a aumentar, com os preços dos alimentos em setembro de 2021 tendo sido 33% maiores que o setembro de 2020.

Fica evidente, portanto, que a fome e a desigualdade social são problemas de distribuição de renda e alimentos. Faz-se necessário que os Governos estaduais de acordo com o seu contexto, por meio de debates, crie leis para incentivar os supermercados e outros comércios alimentícios a doarem seus alimentos sadios mas que por alguma imperfeição seriam jogados fora, pois de acordo com o G1 o desperdício de alimento no Brasil acabaria com a fome na África.