Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/09/2022

Em 2013, o Brasil alcançou a menor porcentagem de insegurança alimentar da história do mesmo; 7 anos depois e a fome, ao invés de diminuir, está cada vez mais presente nas cidades brasileiras. Porém, é possível atribuir a causa do crescimento dessa perigosa métrica com duas características do país, mais especificamente as exportações de alimentos e o desemprego.

Primeiramente, é necessário esclarecer a suposição de que exportar recursos é sempre algo bom. A exportação é benefica quando não prejudica a economia local. Infelizmente, esse não é o caso do Brasil, já que as grandes indústrias alimentícias não tem incentivo para vender localmente, fazendo com que a maior parte dos alimentos sejam exportadas enquanto o resto tem seu preço aumentado para que os lucros se equiparem ao os do exterior. Isto é visto no período de pandemia onde o Brasil bateu o recorde de exportações de varios alimentos enquanto os preços dos mesmos estavam subindo cada vez mais nos mercados.

Além disso, um dos fatores que contribuem para o crescimento da fome é o desemprego. Em 2013, a quantidade de brasileiros sem emprego era de 6,3 milhões. Agora em 2022, o número subiu para 10,3 milhões. Nesse mesmo período, a segurança alimentar saiu de 77,1% para apenas 43% com a insegurança alimentar grave subindo de 4,2% para preocupantes 15%. Não ter uma renda fixa facilita a chegada da fome na moradia do cidadão.

É inadmissível dizer que o Brasil é um país livre da fome, principalmente agora que o mesmo retornou ao mapa da fome. A falta de emprego mais o aumento nos preços alimentícios criam uma combinação perigosa onde o brasileiro ganha menos e o pouco que ganha é desvalorizado. Por isso que é necessária, por parte do governo federal, a criação de medidas que vão desvincular os preços internos dos internacionais fazendo com que os alimentos tenham seu preço diminuido, assim como a subsidiação em diversas indústrias para a geração de empregos. Ao diminuir os preços internos com o desvinculo internacional e aumentar o numero de empregos com subsídios, o cidadão comum poderá trabalhar e abastecer sua casa, resolvendo assim o problema da fome no Brasil.