Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/09/2022

Na autobiografia “Quarto de despejo” ,(apologia onde ficariam os pobres e negligenciados da sociedade), da autora Carolina Maria de Jesus, retrata fielmente o cotidiano de uma favelada e mãe que sofre com as desigualdades socias e a fome, durante um período particularmente conhecido como “desenvolvimentismo”. Dessa forma, é notório que as desigualdades e o produto delas como a fome por exemplo, são consequências não só de uma globalização mal planejada, mas também da omissão do Estado para tratar da problemática.

Em primeira análise, de acordo com as Nações Unidas o Brasil volta ao mapa da fome, isso por que está dentre os países mais desiguais do mundo. Dessa forma, novas tecnologias, agronegócios e mecanização dos meios de produção em massa para a exportação, implantados de forma inconsequente como se tem feito no Brasil, traz como produto além da massa de desemprego, o esvaziamento de programas voltados a estimular a agricultura familiar e o combate a fome.

Além disso, de acordo com o Jornal Nacional online -o Brasil voltou ao mapa mundial da insegurança alimentar,logo, um país desigual, por que a população não tem o apoio necessário das políticas públicas- . Dessa forma, a parte da população vulnerável do país se encontra negligenciada, tendo em vista que é de responsabilidade Estatal a criação de políticas para a geração de emprego, pequenos negócios e educação profissionalizante. Sendo assim, ainda que haja projetos vigentes que distribuam renda, não é suficiente para assegurar um direito constitucional.

Portanto, para que as desigualdades sejam sanadas e a fome seja erradicada no Brasil, é necessário os Ministérios da Cidadania e dos Direitos Humanos, promover a reorganização dos meios de produção alimentícia do país, insvestindo na agricultura familiar e na produção nacional. Assim como também, não somente promover cursos profissionalizantes gratuitos para todos que desejam trabalhar, mas também permitir a disponibilidade de crédito financeiro para o pequeno empreendedor, com o intuito de rotacionar a econômia, e tirar as pessoas do “quarto de despejo”, para sala de estar da sociedade, segundo Carolina.