Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/09/2022
De acordo com o Artigo 6° da Constituição de 1988, é assegurado à todos os cidadãos o acesso à educação, à saúde e à alimentação. No entanto, não é isso que ocorre na vida dos brasileiros, dado que 3 em cada 10 famílias convivem com a inseguraça alimentar, de acordo com a PENSSAN (Pesquisa em soberania e segurança alimentar). Sendo assim, fica claro que a fome se deve à falta de políticas públicas voltadas a distribuição de alimentos e também do aumento da desigualdade social no país.
Cabe ressaltar que, em primeira análise, o Brasil é um dos maiores produtores de alimento no mundo. De acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o Brasil produz cerca de 10% do alimento mundial, que da para alimentar cerca de 800 milhões de pessoas. Todavia, sabe-se que essa produção é voltada para a exportação, e com isso sua cotação se da em dólar. Diante disso, a população brasileira ficar refém dos preços internacionais, o que acaba encarecendo o produto produzido no país. Por meio desse cenário, é possível ver que a fome no Brasil ocorre devido a má distribuição de alimentos, visto que a maior parte de sua produção vai para o exterior.
Não somente isso, mas em segunda análise, é válido destacar que a concentração de renda é um dos grandes causadores da fome no Brasil. Isso porque, de acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil está em 7° lugar no ranking de países mais desiguais do mundo. A partir desse cenário, sabe-se que essa desigualdade afeta diretamente a alimentação, isso porque a classe alta consegue pagar os preços da exportação, diferentemente dos 80% restantes da população. Com isso, é possível perceber que a fome afeta somente aqueles que estão situados nas classes mais baixas da população.
Dessa forma, é importante reavaliar as políticas relacionadas à garantia da alimentação no país. Isso deve ocorrer através do Ministério da Agricultura, órgão responsável pela gestão da produção de alimentos no país, que deve promover programas sociais que possam garantir o proposto pela Constituição, por meio de incentivos às empresas, a fim de diminuir a desigualdade e a fome no Brasil.