Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 07/10/2022
O livro “Jogos Vorazes” mostra a situação de fome em que os Distritos 11 e 12, os mais marginalizados, se encontram devido à desigualdade social do território de Panem. Fora da ficção não é diferente, visto que, em 2022, o Brasil retornou ao Mapa da Fome e as disparidades socioeconômicas se difundiram pelo mundo. Esse cenário ocorre não só por motivo de falibilidade estatal, mas também pelas raízes fincadas da exploração europeia. Acerca disso, cabe uma discussão para que se possa entender a persistência desse problema.
Em primeira análise, é importante citar os empecilhos perseverantes vivenciados pelas regiões vítimas da colonização europeia. Nesse sentido, segundo a organização Ajuda em Ação, os países que estão em situação de fome endêmica pertencem, em sua maioria, à região da África Subsaariana. Dessa forma, as nações que mais sofreram com a exploração e escravidão, durante o século XIV, permanecem vítimas do eurocentrismo de superioridade da população branca. Verifica-se, então, que a insegurança alimentar é agravada pelo processo de desigualdade social fixada na raiz desses territórios.
Paralelo a isso, vale ressaltar o protagonismo que o Brasil voltou a ter nesse terrível contexto mundial de crise alimentar. Nesse viés, segunda a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, cerca de 15% da população brasileira está em situação de fome. Dessa forma, é perceptível que a falibilidade governamental contribuiu para o agravamento desse processo, já que os esforços para contenção dos impactos da recente pandemia foram ineficazes, assim colaborando para o agravamento dessa calamidade. Percebe-se que a presença de fatores externos e incontroláveis deterioram ações inoperantes do Estado.
Depreende-se, portanto, que a fome e a desigualdade social são persistentes e atuam analogamente. Com o intuito de amenizar essa problemática, é necessário que o Ministério da Economia, órgão responsável pelo planejamento orçamentário e financeiro do Brasil, combata a questão da fome, por meio da diminuição do preço dos produtos nutritivos, para que assim sejam acessíveis para a população. Ademais, cabe as ONGs desenvolverem campanhas de combate à desigualdade social, assim não tornar-se-á realidade o cenário de “Jogos Vorazes”.