Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 10/11/2022

“O importante da vida não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, ainda na Grécia Antiga, é a qualidade de vida, e não a simples existência, o que deve ser valorizado. Porém, mais de dois mil anos depois, “viver bem” ainda se mostra uma difícil tarefa as pessoas que enfrentam a fome atrelada ao contraste social no Brasil, haja vista os altos índices de desnutrição em famílias de renda familiar baixa existentes no século XXI. Desse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto hostil: o descaso governamental e a falta educacional.

Ademais, é importante destacar, a princípio, que a inoperância estatal é um fato influente para a ocorrência da falta de alimentação em razão da crise econômica dentro do lar. De acordo com Thomas Jefferson – terceiro presidente dos Estados Unidos –, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração, visto que, o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos obrigatórios, como a saúde e bem estar o que infelizmente é evidente no país. Por isso, é notório que a omissão do Estado perpetua o deficitário acesso à cidadania.

Por outro lado, é fulcral salientar a culpa de parte da população à degradante situação de uma classe desfavorecida que apresentam entraves em suas vidas como a alta exposição à doenças em suas vidas. “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, assemelha-se à situação de vulnerabilidade social presente neles, além disso, segundo dados da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe, aponta que houve um aumento de indivíduos vivendo na condição de extrema pobreza. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Desenvolvimento Social, por intermédio de especialistas, promova conferências acerca do tema – o qual irá abordar questões sobre políticas estruturais de geração de emprego e renda e políticas específicas de combate à fome – a fim de diminuir as taxas da fome causada pela desigualdade social. Deste modo, espera-se que os indivíduos em questão recebam uma maior atenção do Estado e a sociedade para que possam, finalmente, “viver bem”.