Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/11/2022
No livro “Utopia” - elaborado pelo escritor inglês Thomas More no século XVI - é retratada uma sociedade perfeita, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos e problemas. Entretanto, na contemporaneidade, em decorrência da fome e da desigualdade social, é perceptível a subsistência de um corpo social desestruturado. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a insegurança alimentar e a negligência governamental.
Nessa perspectiva, acerca da fome e da desigualdade social persistente na sociedade brasileira do século XXI, é notável a insegurança alimentar que encontra-se, principalmente, nas famílias em condições precárias. Todavia, de acordo com ODS2 - Objetivo de Desenvolvimento Sustentável - existe uma previsão de erradicar a fome até 2030. No entanto, para tal prerrogativa ser efetivada, insere-se a necessidade de diminuir a insegurança alimentar, dado que, devido às diferenças sociais, grande parte das famílias brasileiras não detém alimentos suficientes para o consumo regular. Contudo, enquanto parte da população não garante o básico para sobreviver, a outra mantém mais que o suficiente.
Similarmente, de acordo com os fatos supracitados, é perceptível a negligência governamental, uma vez que a engrenagem social do século XXI, em especial, no território brasileiro, encontra-se desestruturada devido à alarmante situação da fome. Todavia, conforme apresentado na Constituição de 1988, em seu artigo 6º, todos indivíduos possuem direitos sociais - como à alimentação, saúde, segurança, etc. Logo, o Estado, a partir de seu dever com a população, deve-se inserir de forma efetiva no assunto.
Portanto, é necessário diminuir a situação da fome e desigualdade social presente na atualidade. Para isso, é fundamental que poderes públicos e privados, conjunto de órgãos competentes para realizar trabalhos do Estado, conscientizem a população sobre o assunto e incentivem a realização de doações para famílias carentes, por meio de campanhas e palestras, a fim de diminuir a insegurança alimentar. Além do mais, cabe ao Governo, garantir os direitos substanciais dos indivíduos e realizar a distribuição de cestas básicas.