Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/11/2022
Lutas e limitações marcam a história do Brasil. Da colonização à miscigenação, da exploração aos costumes impostos, o país registra percalços de um povo que se constituiu em uma base histórica distorcida. Hoje, a antiga terra Tupiniquim avança rumo ao progresso, todavia, é preciso superar mazelas como a questão da
fome e da desigualdade social no século XXI, fomentada pela omissão governamental e pela banalização da problemática.
“Nas favelas no Senado/ Sujeira pra todo lado/ Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.” De maneira análoga ao denunciado na música da banda Legião Urbana, a negligência estatal dificulta a resolução da inseguridade alimentar no Brasil. Essa situação ocorre de tal forma que faltam políticas públicas satisfatórias no âmbito da alimentação e nutrição, devido à falta de recursos. Dessa forma, é dificultado a luta contra a fome no Brasil, desrespeitando assim os princípios constitucionais como o de direito à alimentação.
Ademais, conforme o conceito de “Banalidade do mal”, da filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidência a normalização da questão da insegurança alimentar e da assimetria social no Brasil. Assim, percebe-se que a população trivializou o fato de diversos brasileiros estarem vivendo em situação degradante, sem alimentos ou subnutridos. Como consequência, é perpetuado a problemática devido à passividade do corpo social.
Portanto, cabe às ONGs ligadas à nutrição criarem campanhas informativas em plataformas de “streaming”, como YouTube e TikTok, tendo como porta-voz especialistas em segurança alimentar. Tal ação deve ocorrer por meio de vídeos lúdicos sobre a importância de se assegurar a alimentação. Por fim, a finalidade será remediar a negligência estatal e a banalização, contrapondo o elucidado Hannah Arendt.