Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 30/08/2024

De acordo com a pensadora brasileira Djamila Ribeiro, o primeiro passo a ser tomado para solucionar uma questão é tirá-la da invisibilidade. Porém, no contexto atual do Brasil, o combate à fome vem se transformando em uma realidade desastrosa, gerando impactos no bem-estar nacional. Nesse sentido, tal problemática ocorre em vírgula da desigualdade socioeconômica e políticas públicas ineficientes.

Em primeira análise, pode-se entrever o desequilíbrio social e econômico como um fator benéfico para a fome. De acordo com o mapa da fome, 33 milhões de brasileiros vivem com menos de R$289 por mês, ou seja, vivem em situação de extrema pobreza. Os índices mostram um aumento de 60% em relação a 2018, sob essas evidências, afirma-se que o Brasil é um país onde a desigualdade é preponderante, pela desordem na distribuição de renda, visto que a riqueza está concentrada nas mãos de poucos, enquanto milhões devem se desdobrar para viver com o pouco. A partir dessa tese, evidenciamos a fala do romancista Vitor Hugo, o qual afirma que o progresso roda constantemente sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa esmagando sempre alguém.

Outrossim, destaca-se a incapacidade governamental por não obter o controle de tal situação degradante, estabelecendo falhas como reduzir programas sociais, como Bolsa Família ou outros programas de apoio social para pessoas com baixa renda, dado que, sem essa ajuda publica, muitas pessoas não conseguem comprar alimentos em quantidade e qualidade suficientes. Além disso, engloba-se também a carência de infraestrutura e serviços públicos, já que a falta dos mesmos afeta diretamente as qualidades de vida das pessoas.

Sob essa ótica, é evidente que medidas devem ser tomadas imediatamente. Para tanto, é preciso que o Governo federal, em colaboração com o Congresso Nacional, aprove novas leis para criar ou aumentar impostos sobre grandes fortunas ou heranças, distribuindo as riquezas de forma mais justa. Fortalecer as instituições democráticas e promover a participação ativa da sociedade civil na elaboração e fiscalização das políticas públicas.