Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 27/03/2022
A Constituição de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à educação. Contudo, apesar de o amparo normativo, há, na hodierna sociedade verde-amarela, um irrisório respaldo à “gamificação”: o futuro do processo educativo, devido, majoritariamente, não só à inoperância governamental, mas também à má-formação socioeducativa. Por conseguinte, a análise dessa conjuntura é imperiosa.
Diante desse cenário, é lícito ressaltar a obra “Uma teoria da justiça”, do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos cidadãos, como a educação e o bem-estar. No entanto, é evidente o rompimento desse contrato, quando se observa a ausência de atuação dele no que diz respeito à inserção de projetos acadêmicos realizados de forma virtual, de maneira a despertar o interesse dos estudantes, o que deturpa totalmente a Magna Carta. Nesse âmbito, o jogo on-line “Smallworlds”, lançado no ano de 2009 por uma empresa de “gamers” da Nova Zelândia, cujo propósito é, justamente, desenvolver propostas pedagógicas não mais conforme os parâmetros tradicionais de ensino, os quais são monótonos, e sim, visando estimular a permanência de toda a comunidade acadêmica, adequando-as, dessa vez, à principal interfase da era globalizada, à tecnologia. Todavia, no país tupiniquim, a escassez de ações diversificadas, como a utilização de jogos educativos, entre outros fatores, contribui, consoante o IBGE, a exorbitante taxa de pessoas de 14 a 29 anos que sequer concluíram alguma etapa da educação básica.Além disso, alude-se ao pensamento do educador Paulo Freire, ao evidenciar que, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, percebe-se a importância do estímulo das escolas para a formação de seres íntegros e conscientes, haja vista que há muitos jovens que não conhecem os benefícios, dada a possibilidade de estudar a partir de missões ou desafios, envoltos à junção de ensino e de jogos. À vista disso, existe, no ambiente educacional, ainda na pedagogia freiriana, uma desvalorização no que tange à interpelação de práticas diversas de ensino, a exemplo da utilização, afim aquele neozelandês, do universo metaverso, em virtude da carência da Base Nacional Comum Curricular (a qual acoroçoa tão somente uma “educação bancária