Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 25/03/2022
Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras a “Teologia do Traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas e ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso valorizar a temática do processo educativo e os impactos da gamificação. Assim, o futuro da educação deve ser debatido devido ao rápido desenvolvimento tecnológico e à falta de interesse dos alunos nas escolas.
A princípio, segundo o inventor Steve Jobs, a tecnologia move o mundo e influencia em todas as áreas da vida. Com isso, é indubitável que o âmbito escolar sofre alterações e a utilização de jogos serve como ferramenta para acompanhar as tendências. Logo, o cotidano dos estudantes conta com a presença de aparelhos eletrônicos que possuem acesso aos mais diversos aplicativos. Dessa forma, para que os professores consigam acompanhar a modernidade, fazer uso de tais tecnologias é um caminho viável para uma transformação benéfica da aprendizagem. Além disso, a psicologia por trás da gamificação corresponde a 75% dos bons resultados, segundo a plataforma Opusphere. Tal fato decorre dos estímulos proporcionados capazes de prender atenção do aluno por mais tempo.
Outrossim, a falta de interesse em continuar na escola é um dos principais motivos pela alta taxa de incidência de evasão escolar. Ainda assim, consoante ao pensamento do sociólogo Zymunt Bauman, a sociedade líquida em processo de modernização diferencia-se a cada geração, ou seja, os métodos anteriores de captar a atenção do aluno já não são mais eficazes. Por isso, a gamificação consegue se relacionar com o indivíduo e proporcionar melhor qualidade de ensino. Ademais, os processos educativos devem avançar conforme as necessidades dos estudantes e, nesse caso, significa um futuro com maior utilização de ferramentas tecnológicas como auxílio.
Portanto, urge que o Ministério da Educação auxilie a modernização do ensino, por meio da disponibilização de aparelhos eletrônicos, com o dinheiro voltado para o ensino separado pelo Governo Federal. Tal ação tem o intuito de garantir que todos tenham acesso aos aplicativos e jogos educativos. Somente assim, o futuro do processo educacional será respeitado e qualificado.