Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 22/04/2022
O livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do autor Machado de Assis, retrata a frase “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”. Paralelamente, esse posicionamento exposto na obra literária enquadra-se na realidade do Brasil, já que sistema educacional sofre com o aumento da evasão escolar, o qual uma possível solução seria a gamificação. Assim, deve-se avaliar a falta de medidas públicas e a banalização do impasse.
A princípio, destaca-se a deficiência de ações governamentais para combater a problemática. Nesse viés, segundo Rousseau, filósofo contratualista, o Estado é responsável por manter o bem-estar social. Analogamente, fica evidente que a gestão pública não cumpre a sua função de garantir os direitos fundamentais, isto é, a falta da inclusão de tecnologia digital para a produção de atividades lúdicas com games, visto que essa inserção evitará o desinteresse e evasão escolar, dado que a implantação da gamificação produzirá estudantes motivados e criativos. Essa falta, desse modo, retardará ainda mais a educação.
Em segundo plano, atrelado a isso, a trivialização de jogos digitais no processo instrucional impulsiona a questão social. Ainda sob esse ângulo, a filósofa Hannah Arendt, com o seu conceito “banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Seguindo esse raciocínio, muitas vezes, o tabu criado sobre o uso de tecnologia e games nas escolas é considerado pelos pais e responsáveis legais dos estudantes como algo comum e normal. Porém, representa um grande mal para a educação brasileira, uma vez que isso produz consequências como a falta de interesse e baixa evolução escolar dos alunos.
É evidente, portanto, que a gamificação gera debates e tabus na sociedade e, logo, medidas devem ser tomadas. Destarte, o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas governamentais, tem de criar campanhas midiáticas nos meios de comunicações sociais, por exemplo, redes sociais, televisivas e radiofônicas. Nesse sentido, com o intuito de instruir os brasileiros sobre os benefícios que a implantação dos games no ambiente escolar evolui ainda mais a educação, a fim de descontruir a banalização sobre questão. Posto isso, será possível obter uma nação mais justa, coesa e com um legado diferente do livro de Machado de Assis.