Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 04/04/2022
A terceira Revolução Indústrial, trouxe o avanço das tecnologias em massa, que fez as pessoas se conectarem cada vez mais de forma positiva. No entanto, hoje, no Brasil, o que se observa na realidade é o oposto levando em conta a gamificação que pode ou não, ser considerda o futuro do processo educativo. Diante dessa perspectiva, é imperioso ressaltar fatores que contribuem para essa problemática, não só como a dificuldade das pessoas mais pobres em adquirir eletrônicos e internet, mas também o sucateamento da educação no país.
Em primeiro lugar, sob a ótica social, deve-se reconhecer que a dificuldade da parcela mais pobre da população em conseguir ter aparelhos tecnológicos e internet é uma das causas do problema. A respeito desse contexto, é válido rememorar os dados do site do ‘‘G1’’, que 4 milhões de jovens da rede pública não tem acesso a internet no país, o que é inadmissível, querer implantar educação por meio de games, sendo que sempre vai desfavorecer um grupo social. Logo, é notória a necessidade de modificar essa situação visando diminuir esses índices.
Ademais, é visível que o sucateamento do ensino e a falta de investimento nessa área é outra motivação para a perpetuação dessa barreira. Nesse viés, segundo as ideias do pensador John Locke, em sua obra ‘‘Contrato Social’’, o qual relaciona o dever do Estado em garantir direitos mínimos à população, como acesso à educação de qualidade para todos. Nesse sentido, é transparente a falta de atuação desses setores, em conformidade com o site ‘‘Pedagogia Brasil’’, o número de crianças e adolescentes sem acesso à educação saltou de 1,1 milhão em 2019 para 5,1 milhões em 2020. Dessa forma, é essencial uma intervenção para que esse quadro seja solucionado.
Portanto, o governo deve criar projetos e investir capital aplicada na área de ensino, por meio de empresas especializadas, com a finalidade de assegurar que todos os indivíduos tenham à disposição o melhor aprendizado. Assim, órgãos do governo, como o Ministério da Educação, deve estimular a criação do bolsa internet, para os estudantes que não tem acesso à internet em casa, para ajudar no conhecimento. Somente assim, o país estará disponibilizando igualdade para todos conforme na obra ‘‘Contrato Social’’, de John Locke.