Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 06/04/2022
No filme " Ender’s Game" é mostrado um futuro onde as crianças são ensinadas usando jogos que aumentam o interesse delas na aprendizagem. Para além da ficção, observa-se que, na conjuntura social contemporânea, apesar da tentativa de implantar a gamificação nas escolas, poucos colégios contam com recursos para a realização desses jogos e atividades. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas do problema.
A princípio, é imperioso notar que a negligência do Estado potencializa a dificuldade de implantar a ludificação nas instituições de ensino. Esse contexto de inoperância exemplifica a teoria das Instituições Zumbis - que existem na sociedade, mas não cumprem sua função eficazmente- do sociólogo Zygmunt Bauman. Devido à baixa atuação das autoridades, pouco investimento é feito na área de tecnologia da educação.
Em segundo plano, nota-se também que a falta de adaptação do corpo docente, discente e da sociedade em geral, contribui para a enraização do problema. Assim, duas questões colaboram para essa dificuldade no ajuste à nova metodologia de ensino: o fato de que os cidadãos apenas começaram a se desvenciliar do processo ortodoxo de ensino (somente na década de 80 foi proibida a palmatória); e o transtorno causado pela dificuldade na manobragem dos aparelhos tecnológicos necessários.
Em suma, a gamificação é uma alternativa que, se houver o estímulo necessário, poderá se tornar o futuro da educação. Dessarte, a fim de implantar a gamificação nas escolas brasileiras, o MEC deverá elaborar um projeto de lei que - por meio de verba pública - equipe as instituições de ensino com laboratórios de informática modernos e, simultaneamente a isso, promova campanhas sobre a eficácia da ludificação e cursos que ensinem os docentes a manobrarem os aparelhos tecnológicos utilizados