Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 06/04/2022

No século XII instituições de caridade católicas criaram os primeiros ambientes de ensino nos moldes contemporâneos. No panorama atual, se testemunha como esses métodos estão se tornando cada vez mais desestimulantes para os alunos. Tal conjuntura, ocorre, por conta da improficiência governamental, no concerne a criação de processos inovadores educativos, tal como a prática de gamificação, que decerto é o futuro das salas de aula. Mediante a esta situação, a problemática da evasão escolar vem se tornando presente no cenário brasileiro.

A princípio, é primordial destacar que o motivo de falta de interesse dos alunos pelo âmbito educacional é expressivo, já que, de acordo com o IBGE, 14,600 milhões dos estudantes entrevistados o apontam como causador de suas desistências. Tendo em vista, que a evasão escolar causa sérios danos aos indivíduos, por exemplo, o comprometimento de seu desenvolvimento intelectual e cultural, sendo ele um dos motivos para desigualdade social e racial, como pode ser visto no filme “Escritores da Liberdade”, onde é retratado as consequências de não se frequentar a escola.

Haja vista a ideia do filósofo Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, nota-se que é necessário não mediar esforços para manter pessoas nas escolas, uma das soluções vistas é a gamificação, um processo de ensino que se faz por meios de recursos de jogos, que vem se mostrando muito eficaz, já que, de acordo com a Opusphere -uma startup especializada na prática-, ela teve uma taxa de 34% de melhoria no aprendizado em diversos aspectos. Porém, há empecilhos para sua implantação, por exemplo, a falta de conscientização do Estado sobre a importância de criar um sistema variado de práticas pedagógicas. Dessa forma, se torna indispensável a atuação dele para reversão desse quadro deletério.

Infere-se, portanto, a necessidade da criação de métodos benéficos de ensino, para diminuição da evasão escolar no Brasil. Ademais cabe ao Ministério da Educação incluir, na grade curricular das escolas do país, jogos interativos e gerar uma conscientização, por meio de cartilhas, sobre qual é a relevância dessa inclusão e como essa configuração é o futuro do processo educativo.