Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 11/04/2022
Iniciada na segunda metade do século XX, a Terceira Revolução Industrial foi marcada pelo advento técnico- científico- informacional. Com isso, a popularidade dos artifícios tecnológicos incrementou diversas áreas na atualidade como a educação. Sob essa perspectiva, é válido averiguar como o recente processo de “gamificação” em escolas é colocado em pauta no que tange ao pouco financiamento estatal e o desconhecimento do método pela coletividade.
Em primeiro plano, cabe avaliar a desassistência do Governo Federal para subsidiar o implemento das novas tecnologias nas salas de aula. Segundo o filósofo e pedagogo John Dewey, a educação deveria servir para resolver situações da vida e aperfeiçoar as relações sociais. Nesse sentido, o uso de jogos com recompensas e objetivos seriam ótimos aliados no processo educativo, uma vez que permitem a experiência da vida real no mundo virtual. Assim, enquanto a novidade pedagógica não for prioridade, ou seja, não receber os investimentos necessários, apenas uma pequena parcela de estudantes poderá desfrutar do método, o que perpetuaria outro problema comum: a elitização do ensino.
Ademais, é indispensável salientar a desinformação populacional como um empecilho perante as novas táticas educacionais. De acordo com o escritor inglês Marc Prensky, os “nativos digitais” seriam aqueles que nasceram já inclusos nas novas mídias. Paralelo a isso, pode-se dizer que as famílias dos estudantes, por exemplo, não têm tanta facilidade para acessar os meios comunicativos, e por isso é gerada uma preocupação mediante o mundo cibernético. Dessa forma, o medo e a incerteza pela incompreensão da mudança didática é fomentada pela escassa divulgação e esclarecimento institucional.
Portanto, indubitavelmente, é preciso que o processo de “gamificação” seja posto em prática no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, como viabilizador das pautas educacionais, criar um projeto que implemente e disponibilize as novas tecnologias com jogos didáticos em todo território nacional, por intermédio de um projeto que auxilie financeiramente e invista em propagandas elucidativas. Tudo isso deve ocorrer com o objetivo de iniciar uma reforma na grade estudantil, promovendo mais interesse nas aulas e participação ativa dos alunos. Dessa maneira, será possível ter uma realidade na educação coerente com a herança da Terceira Revolução Industrial.