Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 27/04/2022

Na pandemia do COVID-19, existiu a necessidade de adequação da educação para diminuir a curva de contaminação do vírus, sendo utilizado o recurso de aulas on-lines. Tal ação contribuiu para a gamificação ser uma escolha para dinamicidade no ensino para crianças e jovens, ajudando crianças autistas e com transtornos que dificultam a aprendizagem escolar. Infelizmente, a democratização da gamificação nos colégios brasileiros é dificultada, sendo de importante feito analisar a falta de acesso à internet e falta de estruturação nos colégios brasileiros.

Deve-se destacar, primeiramente, a desigualdade como segregador da gamificação nos estudos. Sobre isso, percebe-se a dificuldade que as pessoas mais pobres tem em relação ao acesso à inter- net, em que sua renda não consegue acompanhar a rápida evolução da tecnologia. Além disso, exis-tem os moradores rurais, que ao viverem afastados dos grandes centros urbanos não recebem investimento governamental necessário. À partir desse contexto, o sociólogo Max Weber afirma que a existência da centralização econômica impede a evolução da sociedade, podendo-se perceber assim que as vítimas da desigualdade social não iriam utilizar dos benéficos da gamificação, e que tal dinâmica seria restrita à classe alta e classe média, sendo importante a mudança dessa realidade

Ademais, faz-se necessário analisar a falta de estruturação nos colégios públicos. Tal problemática é ocasionada pela falta de investimento financeiro nas instituições governamentais, em que diaria-mente professores e alunos precisam enfrentar a falta de utensílios básicos. Como a implantação da gamificação é de alto custo por precisar de internet e recursos digitais, os estudantes públicos se-riam afastados da melhora educacional. Sobre isso, a pesquisadora Maria Candau afirma que a edu-cação brasileira está presa nos moldes do século XIX, demonstrando assim que a adoção da gami-ficação a evolução aconteceria, porém é necessário do investimento estatal para a realidade ser mudada em todos os colégios brasileiros.

É evidente, portanto, que a desigualdade social e a falta de investimento segrega o uso da gamifi-cação no âmbito escolar, sendo preciso de uma mudança. Para isso, o Ministério da Educação deve investir em melhorias básicas nos colégios públicos, sanando assim problemas anteriores, e após a eliminação desses, partiria para a implantação da tecnologia. Para os colégios privados também adotarem a dinâmica, seria necessário uma mudança na BNCC exigindo o uso da tecnologia para um melhor ensino, além de uma fiscalização semestral que certificaria o uso da gamificação. Espera-se que assim, o estudo em casa e ensino em todos os colégios brasileiros adotem esse recurso, proporcionando uma evolução na educação brasileira.