Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 06/05/2022
A música “Que país é este?”, da banda Legião Urbana, faz denúncia acerca de diversos problemas sociais percebidos no trecho: “Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Assim, na realidade brasileira, isso pode ser observado em relação à gamificação como processo educativo, à medida que há um descaso governamental e uma má influência midiática perpetuam esse problema.
Efetivamente, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, a educação e o lazer são direitos sociais, ou seja, deveriam ser assegurados a toda a população. Entretanto, isso não ocorre na prática, haja vista o fato de que o descaso governamental contribui para a não utilização de ferramentas tecnológicas na educação. Desse modo, muitos indivíduos sofrem com o ensino tradicional de ensino, que limita a criatividade e o interesse ao aprendizado do aluno.
Além disso, há uma má influência midiática que pode ser vista como um problema que impede a aplicação de jogos tecnológicos no processo educativo em escolas. Isso porque, segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não pode ser convertido em mecanismo de opressão. Desse modo, a frase do filósofo é relevante, pois, em uma sociedade em que se predomina a ausência de reflexão crítica e o individualismo, a forma como a mídia aborda um assunto pode impactar de forma significativamente a mentalidade coletiva. Nesse sentido, aparecem atitudes como a desvalorização desse tipo de métodos alternativos de ensino, tendo como consequência uma relutância na adoção desses recursos pelas instituições de ensino.
E portanto, para que os jogos possam ser usados no processo educativo, o Governo em parceria com as escolas, deve criar campanhas informativas em plataformas de streaming – como Youtube e Netflix – tendo como representantes especialistas no assunto. Isso deve ocorrer por meio decurta-metragens e de vídeos lúdicos sobre como funciona a gamificação no ensino. Essa ação tem a finalidade de remediar não somente o descaso governamental como também a má influência midiática.