Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 04/05/2022
No livro “Sapiens”, de Yuval Harari, o autor relata a crescente tendência da interação da humanidade com a tecnologia em diversos setores da sociedade, de inteligências artificiais a protótipos. Fora das páginas do livro de Harari, é possível evidenciar a confirmação desta hipótese até mesmo no âmbito educacional, com a “invasão” de ferramentas como a gamificação auxiliando alunos e professores a tornarem o processo de ensino-aprendizado mais interativo e eficiente.
Em primeira análise, a gamificação é uma forma de gerar interesse e proatividade nos estudantes por meio de missões, pontuações, criação de personagens e recompensas, utilizando recursos dos games para prender a atenção dos jovens. À medida que a geração dos Milenials já está intimamente relacionada com o universo dos jogos, a transposição do entretenimento para o ensino se torna uma tarefa muito mais simples e natural, unificando diversão e aprendizado.
Paralelamente, ao passo que empresas já vêm aplicando efetivamente a gamificação há anos, alguns grupos defendem que o ensino deve permanecer estático como sempre foi. De maneira visionária, na música “Como nossos pais”, de Belchior, o cantor poeticamente escreve àqueles que amam o passado, o novo sempre vem, isso se aplica inclusive na educação, novos métodos surgem para preencher as lacunas dos anteriores, ao passo que ne beneficiam dos acertos e driblam, aliados à novas tecnologias, os erros.
Fica evidente, portanto, que para atingir um ensino interativo e eficiente, é preciso que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de investimentos em infraestrutura e capacitação dos professores, planos de ensino que englobem a gamificação dentro das salas de aula. Ademais, é essencial que haja espaço para os alunos trazerem ideias próprias de jogos, só assim o país será capaz de desapegar do passado e trazer a nova educação ao Brasil.