Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 14/07/2022

O advento da Terceira revolução industrial, conhecida como revolução 3.0, permitiu novos conhecimentos sobre infórmatica, róbotica e comunicação podendo ser aplicada em diversos campos como o educacional através da gamificação. Todavia, pela pouca infraestrutura e por um paradigma social pré - instalado os games e afins ainda têm seus benefícios subestimados.

A príncipio é necessário ressaltar que, em todo o território nacional diversas unidades de ensino possuem condições precárias e sofrem com a falta de computadores , internet ou nem possuem laborátorio de informática. De acordo com dados do último Censo Escolar de 2018 metade (50%) das escolas estaduais do Brasil não possui uma sala destinada a esse fim. Logo, as ferramentas que poderiam proporcionar uma dinâmica de conhecimento diferente seja por jogos ou métodos de aula inovadores relacionados a gamificação, são impossíveis com o a inexistência de um suporte apropiado para as escolas e os tutores.

Além disso, o predominante preconceito com os games servindo como aprendizado precisa ser rompido dentro da sociedade. Grande parte dos pais acreditam que os jogos não proporcionam nenhum tipo de beneficio para seus filhos, afinal muitos jovens já escutaram alguma frase do tipo, “isso não da futuro” ou “vidiogame estraga o cerébro”, é o que aponta o levantamento feito pela Generation Game, onde 61% dos usuários ja constataram ouvir isso de alguém. Sob essa perspectiva, a teoria de Hobbes “o homem é o lobo do homem” é certamente coerente uma vez que, por instinto de preservação de custumes tradicionais novos métodos de aprendizagem não são aderidos e atrasam o desenvolvimento daqueles que têm dificulade para aprender pelo sistema antigo.

Portanto, o Ministério da Educação deve assegurar uma melhor condição para todas as escolas de maneira que tenham seus devidos laborátorios e aparatos. Outrossim, tais ambientes devem contar com profissionais de conhecimentos técnicos na área para auxiliar os professores em caso de necessidade pois, dessa forma a gamificação terá seu potencial máximo explorado e aos poucos poderá ser vista de uma forma mais positiva na sociedade enquanto proporciona o conhecimento de uma maneira inovadora para os jovens.