Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 08/06/2022

No Brasil, o afastamento existente entre o educando e o objeto da educação é uma das causas do desinteresse dos alunos pela escola, o que leva a muitos a abandonarem os estudos. Contudo, há ferramentas que podem ser utilizadas para modificar essa relação distante entre a matéria ensinada e a realidade do discente e, assim, combater esse problema, sendo a gamificação do ensino uma delas. Isso é possível devido ao papel ativo que é exercido pelo estudante e o sistema de recompensas presente nessa tecnologia, o que o motiva e o aproxima dos conteúdos ministrados em sala de aula.

Desse modo, infere-se que para aumentar o engajamento dos alunos, que não são os mesmos de cem anos atrás, é necessário que haja uma modernização dos métodos de ensino para adequá-los a esse público atual. Essa demanda é percebida ao se entrar em quase todas as instituições escolares do país, pois vê-se a mesma forma de transmissão de conhecimento utilizada nas gerações anteriores a esta. Sendo, portanto, a gamificação da aprendizagem uma ótima alternativa para a inovação na maneira de lecionar e para conectar os indivíduos envolvidos nesse processo aos tópicos em questão.

Além disso, a inserção de “games” na educação torna o estudante um agente atuante na construção do aprendizado e responsável por este, juntamente com os professores e a comunidade escolar. Dessa forma, a conexão entre os educandos e as temáticas apresentadas crescerá, visto que as atividades relacionadas a estas se tornarão mais dinâmicas e próximas ao cotidiano dos discentes. Ademais, o indivíduo terá um tipo de formação na qual desenvolverá habilidades para superar desafios e assumir responsabilidades.

Portanto, é fundamental que o Ministério da Educação invista em estratégias que despertem a vontade de aprender nos alunos, por meio da disponibilização de jogos e tecnologias ao sistema educacional, além de oferecer treinamento aos professores para utilizarem esses recursos. A fim de tornar o ato de se educar gratificante e até mesmo divertido e, assim, manter o estudante na escola o tempo necessário para a formação deste.