Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 04/06/2022

No livro “Jogador Número Um”, é monstrada uma realidade distópica, na qual diversas atividades são realizadas pela população dentro de um jogo, dentre elas, todo o processo de ensino. Saindo da ficção, de maneira semelhante, a utilização de jogos, digitais e físicos, pode ser de grande importância para a educação. A utilização de elementos lúdicos na educação, não só é algo positivo, como também antigo, sendo um dos principais entraves na sua aplicação, a não democratização do acesso à internet.

Em primeira análise, é preciso entender como a utilização dos jogos para a educação pode ser algo antigo. O historiador Johan Huizinga, em sua obra “Homo Ludens”, observa o emprego dos jogos, como por exemplo as charadas, na Idade Antiga, para a construção de conhecimento entre pensadores e reis. Apesar da aplicação de elementos lúdicos na educação ser antiga, o uso desses não era, e ainda não é democrático. Assim, é necessário que haja uma mudança nesse cenário.

Ademais, é importante entender a necessidade da difusão do acesso a internet para o processo de gamificação da educação. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2019, cerca de 4,1 milhões de estudantes não possuiam acesso a internet no país. Sendo essa, uma ferramenta necessária para poder se utilizar os jogos digitais na educação, esse número demonstra um problema que precisa ser superado, para que uma educação lúdica possa ser aplicada.

Portanto, para que o processo de gamificação da educação possa tornar a educação mais atrativa, é necessário que o Ministério da Educalização fiscalize o cumprimento da lei que garante o acesso de professores e alunos da rede pública à internet , através de questionários repassados aos discentes, para identificar aqueles que ainda não tiveram seus direitos atendidos, objetivando a democratização do uso da internet, e por conseguinte, o acesso aos jogos na educação, para que assim como no livro “Jogador Numero Um”, todos possam ter acesso a uma educação interativa.