Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 01/06/2022

Atualmente, é comum a associação entre tecnologia e inteligência, como é bem retratado, a partir do quadrante da ciência, no livro “As Quatro Rainhas Mortas”, de Astrid Scholte. Porém, a inteligência é apenas uma consequência da escolaridade. Sendo assim, a gamificação como o futuro do processo educativo é algo imaturo socialmente, podendo gerar dependência digital e por não ser adaptável a certas fases de ensino escolar no Brasil.

Nesse sentido, é importante relacionar a digitalização da educação com a pande-mia do COVID-19. Isso pois, com a quarentena foi necessária a adaptação de todas as áreas sociais à internet, inclusive as escolas. Entre o processo de mudança pra o ambiente remoto, a gamificação se destacou, principalmente, na alfabetização. Tal por causa desta já ser trabalhada naturalmente através de jogos interativos com crianças. Entretanto, ao expor os pequenos continuamente à telas eletrônicas, a dependência tecnológica, já perseptível na sociedade, agora se agrava afetanto a mais no-a geração, por esta receber a ideia de relaçâo entre tecnologia e ensino de maneira extremamente interligada.

Dessa maneira, com o vício tecnológico cada vez mais acentuado, os adolescen-tes são atingidos pela imaturidade, principalmente no estudos. De acordo com o documentário da Netflix, “O Dilema das Redes”, percepe-se como a internet impac-ta a mente juvenil. Visto isso, compreende-se que a gamificação não seria uma adaptação muito sábia para idades de 12 à 16 anos, pela falta de compromisso que muitos indivíduos nessa faixa etária apresentam. Ademais, a gamificação se mostra muito superficial em comparação as necessidades dos conteúdos cobrados em provas e vestibulares, mostrando-se assim um processo de insuficiência no contex-to escolar na adolescência.

Diante das análises feitas acima, pode-se ver a necessidade da imposição de limi-tes do uso da gamificação nas escolas. Tal medida poderia ser promovida pelo Ministério da Educação, a partir de um decreto delimitando a utilização da intera-ção online específica retratada no texto, ocasionando assim na diminuição da in-fluência digital no ensino nas crianças e adolescentes. Desse modo, haveria, teori-camente, a amenização do tempo de tela digital que estes usufruem.