Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 16/06/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6° o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Con-quanto, tal prerrogativa não se tem reverberado com ênfase quando se observa a gamificação do processo educativo, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise da inoperância governamental, bem como da má formação socio-educativa.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o problema. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre seu papel de garantir direitos indipensáveis, como a educação, o que é, infelizmente, evidente no país. Dessa forma, foi criado o jogo “Smallwords” em 2009, por uma empresa na Nova Zelândia com o objetivo de desenvolver propostas pedagógicas, visando estimular a permanência da comunidade acadêmica, adequando-se a interfase da era globalizada, despertando o interesse no jovem.

Ademais, nota-se uma má formação socio-educativa na sociedade verde-amarela. De acordo com Paulo Freire " Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco a sociedade muda". Sendo assim, a importância do estímulo das escolas para a formação de seres íntegros e consistentes, haja vista que segundo o IBGE, pessoas entre 14 e 29 anos sequer concluiram a etapa de educação básica é uma taxa exorbitante. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas para o aumento da gamificação no território nacional. Para isso, o Ministério da Educação- órgão responsável pelos aspectos educacionais da nação- deve promover a alteração da Base Nacional Comum Curricular às disciplinas básicas, jogos interativos, a fim de diminuir , com a concretização desses que são o futuro do processo educativo, a evasão escolar. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, na qual o Estado desempenhará corretamente seu “contrato social”, tal qual afirma John Locke.