Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 16/06/2022
Conforme o artigo 3° da Constituição Federal de 1988, um dos objetivos fundamentais do país é garantir o pleno desenvolvimento nacional. Todavia, ao analisar a gamificação como uma ferramenta capaz de transformar a educação brasileira nota-se que ainda há insuficiências, prática que deturpa a teoria constitucional. Essa conjuntura, preocupante ocorre devido à ausência de ensino sobre a temática e a estrutura escolar deficitária.
Em primeira análise, evidencia-se que a escassez de conteúdos voltados à educação tecnológica impossibilita o conhecimento prévio de novos formatos educacionais. Sob essa ótica, a Declaração Universal dos Direitos Humanos propõe a educação básica como um direito inerente a todos os cidadãos brasileiros. Contudo, tal premissa ainda não é executada, uma vez que o indivíduo que não conhece, minimamente, os benefícios da gamificação no ramo educacional tenderá a criar suposições erradas, tomando ações equivocadas.
Ademais, a persistência da problemática está estabelecida na situação degradante estrutural por parte das instituições escolares. Desse modo, o autor Gilberto Dimenstein retrata em sua obra “O Cidadão de Papel” os descasos com parte da população, principalmente os mais carentes, que padecem com a não integridade das garantias jurídicas. Dessa maneira, infelizmente a obra de Dimenstein representa o contexto escolar ineficiente atual, visto que nos ambientes escolares públicos há ausência de infraestruturas básicas como salas climatizadas e o acesso gratuito à internet fruto dos poucos subsídios destinados a educação. Assim, a aplicação da gamificação fica inviável.
Portanto, é mister que o Ministério da Educação, enquanto instância máxima dos aspectos educacionais do país, promova a ampliação dos debates a respeito da gamificação. Essa ação pode ser feita por meio de palestras e eventos escolares, os quais incluam especialistas no assunto para auxiliar as discussões. Outrossim cabe ao Tribunal de Contas da União(TGU) redirecionar financiamentos para as instituições escolares, com o intuito de inovar as edificações escolares. Logo, a gamificação será efetuada no Brasil como articula a Constituição Federal.