Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 16/06/2022

O “Mito da Caverna” trata da importância de conhecer a realidade para chegar à criticidade. Hoje, pode-se relacionar a alegoria de Platão com a invisibilização da gamificação no futuro do processo educativo, já que muitos jovens deixam a escola por falta de interesse. Com isso, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na falha educacional e inércia estatal.

Dessa forma, em primeira análise, o sistema de ensino falho é um desafio presente na questão. Para Kant, o homem resulta da educação que teve. Tal perspectiva aponta para a lacuna educacional presente na gamificação da educação, pois o número de evasão escolar está aumentando, transformando adultos que não conhecem o benefício dos estudos. Logo, para que o homem melhore nessa questão, é preciso repensar na educação que o forma.

Além disso, cabe analisar a negligência governamental presente na situação. Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto ao futuro educacional, visto que a falta de investimentos para tornar o estudo diversificado está formando pessoas sem vontade de continuar estudando depois do ensino médio. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o estado precisa sair da inércia em que se encontra.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema. Para isso, o governo federal deve criar um fundo de investimentos em educação, por meio de verbas para escolas públicas, a fim de reverter a lacuna educacional que afeta estudantes. Tal ação pode, ainda, conter planos de aula interativos e materiais de apoio por meio de jogos digitais. Paralelamente, é preciso intervir sobre a inércia estatal na problemática. Desse modo, a alegoria da caverna poderá continuar a ser apenas um mito.