Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 14/06/2022

Conforme elucida Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, ‘‘a educação é a arma mais poderosa que pode-se usar para mudar o mundo’’. Nada difere do cenário atual, dado que a gamificação é uma nova proposta educacional que une os interesses dos indivíduos por jogos e lazer ao ensino disciplinar de forma didática e estratégica. Posto isso, dois aspectos favorecem para que isso infelizmente seja um revés: a desigualdade e a negligência social.

Sob égide do que versa a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos são iguais perante a lei, garantindo-se a isonomia aos brasileiros. Todavia, esse princípio não é exercido em sua totalidade principalmente quando se trata de educação, em razão do ensino público oferecido pelo Estado apresentar majoritária discrepância do ensino privado no quesito de boas condições oferecidas ao que lá estudam. Sob essa perspectiva, a gamificação, apesar de uma importante inovação, tem como empecilho a implementação a todos os estudantes do país, uma vez que sua acessibilidade não é proporcional às escolas de todo o Brasil.

Ademais, convém ressaltar o conceito do ‘‘Complexo de vira-lata’’, de Nelson Rodrigues, o qual diz sobre a inferioridade que o brasileiro se enxerga em face do resto do mundo. De maneira análoga a realidade, há uma dificuldade em se romper a crença limitante atrelada a qualquer tipo de evolução ser única e exclusivamente associada aos estrangeiros, mas nunca ao Brasil, como se ele nunca fosse capaz de exercê-las e como se sempre fosse insignificante em relação aos outros países. Sendo assim, é imprescindível a dissolução dessa conjuntura para que o país possa se fortalecer com implementações benéficas aos cidadãos.

Infere-se, portanto, que cabe ao Estado, na figura de Ministério da Educação, proporcionar uma demanda de recursos financeiros e intelectuais por meio da análise de recursos e de disponibilidades junto aos responsáveis das escolas públicas e privadas para a implementação eficaz da gamificação desde o estudo fundamental como sinônimo de avanço educacional no país. Para que, enfim, exerça-se o que é dito pela Carta Magna e atenda-se com condições igualitárias -e faforáveis- os estudantes brasileiros.