Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 17/06/2022

Bill Gates, empresário e fundador da Microsoft disse: “A tecnologia é só uma ferramenta. No que se refere a motivar as crianças e conseguir que trabalhem juntas, um professor é um recurso mais importante.” De maneira análoga a isso, a gamificação está ganhando espaço em ambientes escolares e pode ser considerada o futuro do processo educativo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de acesso à internet da população pobre e a carência de recursos nas escolas brasileiras.

Em primeira análise, evidencia-se os indivíduos periféricos e moradores de áreas agrícolas como mais prejudicados, tendo em vista que os mesmos não possuem internet na maioria dos casos. Sob essa ótica, dados do G1 revelam que aproximadamente 33 milhões de brasileiros não têm internet em seus domicílios, grupo constituído principalmente pelas pessoas citadas acima. Dessa forma, o processo de incluir games no ensino brasileiro deve ser questionado, já que não existe igualdade e inclusão de todos.

Além disso, é notória a carência de instrumentos didáticos nas escolas brasileiras, tornando assim, o desempenho da educação através de jogos mais desafiador. Desse modo, o pensador e escritor Elanklever disse: “informação é para todos, difícil é saber quem são os todos”. Consoante a isso, aulas online, com jogos e materiais digitais tornam-se inacessíveis a todos, considerando que computadores, internet e instrumentos tecnológicos não estão presentes com qualidade na maioria das escolas públicas brasileiras. A pandemia do corona vírus foi um grande exemplo da falta de recursos, uma vez que diversos alunos foram prejudicados com a ausência de aulas nesse período.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a estrutura de gamificação e o acesso á internet para o futuro da educação brasileira. Dessa maneira, cabe ao Ministério das Comunicações juntamente com o Ministério da Educação promover a difusão de internet no território nacional e nas escolas, por meio de novas leis de políticas públicas, a fim de destinar verbas para a compra de equipamentos e reforma de espaços tecnológicos nas escolas. Desta forma a tecnologia pode tornar-se além de apenas uma ferramenta.