Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 15/06/2022
Com a ascensão da Terceira Revolução Industrial, a tecnologia tornou-se um elemento essencial a todos, ocasionando avanços consideráveis a sociedade. Hodiernamente, a gamificação na educação representa um dos principais avanços obtidos no setor tecnológico, entretanto seu acesso segue sendo pouco democratizado, fazendo com que menos pessoas possuam acesso aos seus benefícios. Nesse sentido, é cabível analisar como causas a desigualdade social e a negligência governamental.
Em primeira análise, é necessário atentar para como a desigualdade social atrasa diretamente a resolução da problemática. Segundo a Constituição Federal de 1988 todos os indivíduos são iguais perante a lei, toda via, percebe-se, um padrão hierárquico presente na população, uma divisão entre privilegiados que possuem acesso à educação atrelada com a tecnologia e os despossuídos, que seguem sem a estrutura escolar necessária para fazer uso desta inovadora ferramenta pedagógica.
Outrossim, este entrave encontra terra fértil na negligência governamental. Segundo o conceito do sociólogo Zygmunt Bauman, o Estado conserva sua forma, mas perdeu sua função, revelando o descaso dos órgãos administrativos para com o avanço tecnológico presente na educação. Nesse contexto, a omissão estatal mediante investimentos nesta área contribui para uma lacuna frágil no que tange ao sistema educacional.
Desprende-se, portanto, a adoção de medidas para amenizar o quadro atual. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação destine verbas para a implementação da gamificação em escolas e universidades federais, estaduais e municipais, por meio da inclusão desse objetivo na Lei de Diretrizes Orçamentarias, com o intuito de descentralizar o acesso à tecnologia. Com isso, pode-se esperar mudanças na maneira como a sociedade funciona a respeito deste empecilho.