Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 15/06/2022

Em 2020, com a pandemia do Covid-19, as instituições de ensino público tiveram sérias dificuldades em aplicar o ensino por vias digitais para seus alunos, em contrapartida, surge, no mesmo período, o conceito “gamificação”, que consiste em ensinar os jovens por vias tecnológicas, atravéz de jogos. Nesse prisma, destacam-se duas questões: como adaptar professores mais velhos a essa nova didática e como introduzir-la ao ensino público. Nesse prisma, convém avaliar a viabilidade desse novo projeto.

Em primeira análise, evidencia-se no Brasil as dificuldades que muitos professores tiverem em dar aula por meios digitais devido ao analfabetismo digital. Esse fenômeno, de acordo com uma matéria do JN de 2021, consiste na dificuldade que algumas pessoas tem em se adaptar a tarefas digitalizadas, como pedir comida por delivery ou conversar com amigos por redes sociais, por exemplo. Dessa forma, seria inviável inserir ainda mais tecnologias no ensino sem nenhum suporte prévio, uma vez que muitos professores não conseguiram sequer se acostumar com a primeira imersão digital da educação.

Além disso, é notório que o ensino público brasileiro é incapaz de aderir essas novas mudanças. Desde antes da pandemia ja faltavam recursos para que as aulas ocorressem de forma plena e produtiva, consequentemente, durante o período de ensino remoto, muitas escolas públicas ficaram totalmente paradas por não conseguirem aplicar o EAD, ja que muitos alunos e professores não tinham meios para ver e transmitir a aula e a escola não tinha como providenciar os materiais necessários. Desso modo, antes de promover esse avanço tecnológico dentro da educação, é necessário que se resolvam os problemas que estão a décadas sem solução dentro das instituições de ensino público.

Portanto, a gamificação educacional no Brasil requer condições melhores para ser implementada. Para isso, o Ministério da Eduação deve, acima de tudo, investir na infraestrutura das escolas públicas atravéz de projetos educacionais de longo prazo, a fim de reverter a condição precária dessas instuições para que, no futuro, seja possível aplicar a gamificação em todos os colégios do país.