Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 16/06/2022
Segundo o filosófo Aristóteles, o desenvolvimento de virtudes e aptidões ocorre por meio de uma educação eficiente. Nesse viés, a questão do processo de gamificação, apesar de não ser amplamente discutida no Brasil, é uma ferramenta muito eficaz, facilitando a capacidade de aprendizagem e aprimorando as habilidades dos indivíduos. Porém, no Brasil esse processo educativo se torna desafiador tanto pela falta de recursos nas instituições de ensino brasileira quanto pela evasão escolar.
Em primeira análise, é importante salientar a falta de recursos nas escolas brasileiras, dificultando ainda mais as pessoas terem acesso ao ensino. Apenas no ano de 2022 foram cortados cerca de 3 bilhões de reais das instituições brasileiras tornando o método de ensino da gamificação ainda mais difícil nas escolas por exigir recursos como, equipamentos para auxilio das aulas e prêmios como forma de incentivo para os discentes, indo contra o ensino padrão e impossibilitando a troca dos métodos.
Ademais, outro fator negativo relacionado a esse processo educativo, é a evasão escolar, consequência da falta de meios educacionais diferentes, fazendo com que as pessoas abandonem os estudos por conta do plano de ensino repetitivo e sem aulas didáticas. Apenas em 2019 cerca de 4 millhões de jovens abandonaram os estudos para ir trabalhar de acordo com o IBGE, elevando ainda mais o número de pessoas com o ensino incompleto.
Por fim, conclui-se que é necessário o Ministério da educação disponibilizar recursos para pôr em funcionamento o processo educativo da gameficação e a criação de campanhas expansivas, divulgando por meio das midias sociais propagandas incentivando os alunos a estudar e explicando como funciona a gameficação. Tudo isso fará com que as escolas se tornem mais interessantes ao olhar dos estudantes e atenuará o processo de evasão escolar aumentando consequentimente o indicie de pessoas com formação acadêmica no Brasil.