Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 16/06/2022
O livro " A realidade está quebrada - Por que os jogos nos tornam melhores e co-mo eles podem mudar o mundo", de Jane McGonigal, mostra como o poder de mo-bilização dos jogos pode ser usado para além de uma atividade escapista, como um material para ajudar a “consertar” o que há de errado no mundo. Em harmonia a isso, infere-se que os jogos ou “games” podem ser usados, inclusive, na didática escolar, mas de forma consciente. Assim, torna-se pertinente abordar a desvanta-gem e a vantagem da adotar a gamificação no processo educativo.
A princípio, é importante discorrer a situação que pode prejudicar a adoção da estratégia de games no ensino. Nessa perspectiva, o psicólogo russo Lev Vigotsky diz que o aprendizado precisa ser organizado para que o desenvolvimento mental do aluno seja alcançado com propriedade. Isso demonstra que, qualquer aborda-gem didática exige disciplina, o que nao é diferente com o uso dos games, uma vez que é necessário se preocupar com a qualidade, utilizar continuamente e lembrar do objetivo, que não é puramente lúdico. Destarte, a desvantagem se dá no nível de organização e disciplina exigidos pelos games, uma vez adotados como estraté-gia de aprendizagem no processo educativo.
Além disso, é válido explorar o benefício da implementação do método de gamifi-cação no ensino. Nesse sentido, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), afirma que a instrução deve abranger os processos formativos que se esten-dem na vida familiar, na convivência humana, na orgnização da sociedade civil. Isso resplandece que as abordagens didáticas têm de incluir todos esses processos. Em conformidade a isso, a gamificação integra todos esses, já que pode ser usada para capacitação técnica, evolução pessoal, reduzir o estresse e a tensão, e ser um pro-cesso democrático, capaz de envolver todos. Com efeito, entende-se que os games podem proporcionar a convivência de diferentes valores no meio educacional.
É necessário, portanto, que se tomem ações para incluir os jogos no ensino. Logo, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas, introduzir o método em tese, por meio da criação de uma grade curricular com oficinas de games, que envolva jogos com diferentes áreas do conhecimento, para que seja aplicado com organização e efeito. Somente assim poder-se-á fruir dos outros poderes dos jogos, ditos no livro.