Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 17/06/2022

A Terceira Revolução Industrial, também denominada de Revolução-Técnico-Cientifíca-Informacional, trouxe vários avanços para a sociedade, dessa forma, a tecnologia tornou-se fundamental no cotidiano social. De maneira análoga a isso,

a aplicação da gamificação, uso de jogos para despertar interesse e melhorar o aprendizado, no processo educativo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a escassez de investimento tecnológico em escolas públicas e a monotonia do ensino brasileiro.

Nesse contexto, evidencia-se a falta de investimento tecnológico em escolas públicas. Sob essa ótica, é de conhecimento geral que computadores e tecnologias que facilitem o aprendizado, são quase inexistentes em escolas públicas brasileiras, essa situação se agrava em escolas do interior do país. Segundo dados do Censo Escolar 2020, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 29 de janeiro, há uma diferença relevante na disponibilidade de internet banda larga na educação infantil, escolas particulares representam 85%, entretando, em escolas municipais/públicas essa porcentagem diminui para 52,7%. Dessa forma, entende-se que a ausência de tecnologias em escolas publicas é vigente como obstáculo na progressão do aprendizado.

Além dissso, é notória a monotonia do ensino brasileiro. Desse modo, o método de estudo utilizado em escolas públicas, não surte os efeitos esperados no processo de aprendizagem, tendo por consequência gerar alunos que apenas “estudam” conteúdos e não possuem a capacidade de formular dúvidas, indo contra a frase do filósofo Aristoteles “A dúvida é o princípio da sabedoria”. Consoante a isso, esse ciclo repetitivo de decorar e esquecer gera o estresse no aluno podendo ser uma fator determinante para sua desistência da escola.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham incluir a gamificação no processo educativo. Dessa maneira, cabe ao Ministérios da Educação juntamente com o Ministério da Economia, fazer uma reforma no ensino atual, através do investimento em tecnologia, a fim de oferecer um ensino de qualidade e divertido para os futuros estudantes brasileiros. Somente assim, a educação brasileira terá resultados efetivos, trazendo aos alunos interesse e fome de conhecimento.