Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 18/06/2022
“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. De fato, a crítica de Dimenstein é verificada na gamificação, que representa um grande progresso do setor tecnológico na educação, porém seu acesso ainda não foi democratizado entre os estudantes brasileiros. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas a negligência estatal e a desigualdade social.
Dessa forma, em primeira análise, a negligência estatal é um desafio presente no problema. Sobre essa ótica de acordo com a Opusphere o investimento em gamificação cresce desde 2012. Porém, há um silenciamento instaurado na questão da gamificação como um futuro do processo educativo, visto que o Estado vem sendo insuficiente para reverter a estrutura “modista” que impede que a gamificação seja amplamente difundida.
Em paralelo, a desigualdade social é um entrave no que tange ao problema. Para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida na gamificação como um futuro para o processo educativo, visto que apenas uma parcela da população é privilegiada, possuindo acesso à educação com tecnologia, já a outra parcela, continua sem uma estrutura escolar adequada para utilizar os dispositivos eletrônicos que ofertam ferramentas com inovações tecnológicas. Assim, inverter a lógica e colocar os valores humanos em primeiro lugar é urgente.
Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, através de investimentos em gamificação, de modo a reverter a insuficiência legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a desigualdade social presente no problema. Dessa forma, será possível tornar a crítica de Dimenstein uma realidade mais distante.