Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 06/07/2022
Machado de Assis, em seu período realista, despiu a população brasileira e fez críticas aos comportamentos egoístas e superficiais, os quais definem essa nação. Não distante da ficção, observa-se aspectos similares no que tange à questão da falta de educação gamificada no Brasil. Nesse sentido, é perceptível como causas do problema a negligência governamental, bem como falhas no ambiente escolar.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que a indiligência do Estado é uma grave problemática impregnada na coletividade nacional. Segundo o Contrato Social, proposto pelo contratualista John Locke, é dever do Estado cumprir ações as quais assegurem o bem-estar coletivo. No entanto, a proposta de gamificação educativa no Brasil, embora obrigação do estado, não encontra investimentos para tornar-se realidade. Por exemplo, o minecraftEDU, jogo educativo, que tem como objetivo aumentar a participação, criativadade e desenvolvimento dos alunos já é utilizado por quase quarenta países, porém ainda não faz-se presente no Brasil. Nesta perspectiva, para a completa refutação da teoria do contratualista e mudança dessa realidade, se faz imprescindível uma intervenção estatal.
Além de tudo, essa adversidade é fortemente presente na evasão escolar de jovens e adolescentes. Posto isso, de acordo com o filósofo Sêneca, a educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida. Contudo, isso não acontece, visto que a educação está defasada por falta de estrutura e apoio aos estudantes, o que dá espaço aos jovens para a desistência dos estudos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a imprecisão na gamificação da educação. Dessarte, a fim de aumentar o engajamento dos alunos nas atividades e mantê-los ativos, é preciso que o Governo, autoridade maior do país, por meio do Ministério da Educação (MEC) e demais órgãos responsáveis, realize atividades, jogos e dinâmicas que atraia e mantenha os alunos na escola, e assim forme cidadãos ativos e aptos a resolver problemas. Espera-se assim que os comportamentos egoístas e superficiais citados por Machado de Assis não venham mais a acontecer na realidade atual.