Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 18/06/2022

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro.

Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o ‘‘futuro do processo educativo, seria Gamificação?’’, dificultando,deste modo,a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais

para combater a invasão escolar. Nesse sentido, a principais causas da invasão escolar é a falta de interesse no incentivo a educação, falta de estruturas nas escolas, mesmo sendo um direito ter educação e ser dever do estado, a carência dos alunos e a falta do apoio familiar. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais,é fundamental apontar que a gamificação afeta a educação tradicional como impulsionador o desinteresse dos estudantes no Brasil. Segundo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”. Diante de tal exposto é importante refletir sobre as causas que afetam o desinteresses dos edudantes, visto que há um déficit no ensino do Brasil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação junto com os Estados e Municípios, por intermédio de campanhas, faça programas de incentivo à educação tanto para os professores como para os alunos. A fim da conscientização sobre a importância da educação e da escola no desenvolvimento humano. Assim, se consolidará uma sociedade mais informada, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.